Olhando alguns arquivos velhos no meu computador hoje encontrei um com várias poesias que eu escrevi há alguns anos atrás, uma delas eu me lembrava bem porque ganhei uma seleção na escola onde estudava com essa poesia. A história é a seguinte: ia acontecer um concurso nacional de poesia e minha escola iria participar mas só podia ser com a poesia de um aluno, então foi feita uma seleção interna pra escolher qual poesia iria representar o nosso colégio e a minha foi escolhida. Lembro que tínhamos que escrever a poesia com base na leitura de cinco livros, dos quais eu não li nenhum, li apenas a sinopse de cada um para escrever a poesia. Bom, aí vai a poesia então:
Eu
Hoje acordei com vontade
de ser eu
até tentei, mas não logrei
conseguir
Já não sei mais quem sou
Me perdi em meio
ao grande teatro da vida
Queria saber viver
no meio dos outros
sem ser os outros
E sem querer morrer
para não mais os ver
Os desejos me são dados
vem de fora, não de dentro
Onde vou encontro meus sentimentos
a venda sem meu consentimento
Os adultos que me rodeiam
são crianças a me conquistar
A me levar para onde
não queria estar
Madalena você sabe o que digo
Entende o que falo
Não suportou estas torturas
e se mandou do nosso lado
Talvez devesse fazer o mesmo
Mas não consigo me achar
para me matar
As pessoas estão
me encobrindo
A convivência
vem me consumindo
Olho no espelho
e vejo um monte de rostos
Diferentes pessoas
Várias personalidades
Me vejo como Paulo Honorio
ligado a coisas materiais
buscando nelas sua paz
Me vejo louca
Sou Policarpo Quaresma
e morri pela nação
Onde foi enterrado
meu corpo então ?
Quero fazer – lhe uma visita
Perguntar como está
Saber se do lado de lá
a convivência também
é capaz de matar
A majestade do Xingu
que venha me curar
Sou índia branca
dentro de um mundo
que não para de girar
Amo, já amei
Será que por ele
roubei a Madona de Cedro
e a pus aqui em algum lugar?
Onde me encontrar ?
Onde me encontrar?
Não sei, vou viajar para buscar
Sou viagem, vaga música
Sou pássaro a cantar
Tenho em mim também Cecília
Sei amar, sei odiar
Sou uma montagem
Tenho um pouco de cada gente
Sou notas musicais
que soam vagamente
Cada um que me olha
me dá um pouco de seu pensar
Não há um sequer
que por mim passe
sem sua assinatura deixar
Não há um que não leve em si
meu nome gravado no falar
Acho que sou o oceano
Mistura de mar
Cada gota é uma pessoa
que em mim passou a morar
Virei o luar, com as estrelas
a lhe acompanhar, brilhar
Não posso me achar
Sou uma mistura
Obra da convivência
que nunca vai acabar
E sim, sempre a todos
transformar.
♪ Ouvindo: Somebody To Love - Glee Cast ♪
Eu
Hoje acordei com vontade
de ser eu
até tentei, mas não logrei
conseguir
Já não sei mais quem sou
Me perdi em meio
ao grande teatro da vida
Queria saber viver
no meio dos outros
sem ser os outros
E sem querer morrer
para não mais os ver
Os desejos me são dados
vem de fora, não de dentro
Onde vou encontro meus sentimentos
a venda sem meu consentimento
Os adultos que me rodeiam
são crianças a me conquistar
A me levar para onde
não queria estar
Madalena você sabe o que digo
Entende o que falo
Não suportou estas torturas
e se mandou do nosso lado
Talvez devesse fazer o mesmo
Mas não consigo me achar
para me matar
As pessoas estão
me encobrindo
A convivência
vem me consumindo
Olho no espelho
e vejo um monte de rostos
Diferentes pessoas
Várias personalidades
Me vejo como Paulo Honorio
ligado a coisas materiais
buscando nelas sua paz
Me vejo louca
Sou Policarpo Quaresma
e morri pela nação
Onde foi enterrado
meu corpo então ?
Quero fazer – lhe uma visita
Perguntar como está
Saber se do lado de lá
a convivência também
é capaz de matar
A majestade do Xingu
que venha me curar
Sou índia branca
dentro de um mundo
que não para de girar
Amo, já amei
Será que por ele
roubei a Madona de Cedro
e a pus aqui em algum lugar?
Onde me encontrar ?
Onde me encontrar?
Não sei, vou viajar para buscar
Sou viagem, vaga música
Sou pássaro a cantar
Tenho em mim também Cecília
Sei amar, sei odiar
Sou uma montagem
Tenho um pouco de cada gente
Sou notas musicais
que soam vagamente
Cada um que me olha
me dá um pouco de seu pensar
Não há um sequer
que por mim passe
sem sua assinatura deixar
Não há um que não leve em si
meu nome gravado no falar
Acho que sou o oceano
Mistura de mar
Cada gota é uma pessoa
que em mim passou a morar
Virei o luar, com as estrelas
a lhe acompanhar, brilhar
Não posso me achar
Sou uma mistura
Obra da convivência
que nunca vai acabar
E sim, sempre a todos
transformar.
♪ Ouvindo: Somebody To Love - Glee Cast ♪

3 comentários:
Oi Thalita, vim aqui te agradecer pelo comentário no meu blog. Bom saber que existem mais pessoas assim como eu vivendo nesse mundo á parte! já estou seguindo seu blog, e por sinal é muito bom! abraços!!!
:O
Adorei!
Me identifiquei!
"Onde me encontrar?
Não sei, vou viajar para buscar
Sou viagem, vaga música
Sou pássaro a canta"
Me emocionei!
Copiei,
e no meu blog colei!!!
rsrsr
Parabéns!!!!
Oi Janaina! Nossa, obrigada por visitar também o meu blog e comentar! Fico feliz que tenha gostado!
Micael! Valeu demais ter colocado minha poesia no seu blog, comentei lá também!
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